São Paulo, 04 (AE) - O depoimento do estudante de medicina, Mateus da Costa Meira, durou cerca de três horas. Segundo o delegado Olavo Reino Francisco, o estudante esteve muito tranquilo durante a sessão. Já o acusado de ter vendido a metralhadora semiautomática ao estudante, Marcos Paulo Almeida, negou todas as acusações e não admite nenhuma das afirmações feitas por Meira. Mas, em função dos objetos encontrados na casa dele, tais como cartões com telefone e endereço de Mateus, e de estar com o carro do estudante na garagem, a polícia considerou que havia provas suficientes para lhe dar voz de prisão.
Os pais de Meira, Deolino Vanderlei Meira e Alina da Costa, deverão chegar de Salvador esta tarde. O delegado acredita que só faltam mais algumas informações dos familiares para encerrar a questão. Em seu depoimento, Meira disse que foi assistir ao filme "Clube da Luta" porque trata de um personagem esquizofrênico. Ele entrou no cinema para assistir a sessão das 21h15 carregando uma sacola com a metralhadora dentro. Após assistir 60 minutos de projeção, o estudante foi ao banheiro do cinema e efetuou um disparo no espelho. Depois retornou à sala, dirigiu-se ao canto direito das cadeiras, próximo à tela, e então começou a efetuar os disparos. Ao ser rendido, quase foi linchado pelas pessoas da platéia. A segurança do shopping evitou que isso acontecesse.

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