Os procuradores da República no Pará,
Felício Pontes Júnior, Ubiratan Cazetta e Marco Túlio Lustosa, concluíram ontem o processo contra o ex-superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado, Paulo Castelo Branco. Ele é acusado de ‘‘duplo crime de tráfico de influência’’ na tentativa de extorquir R$ 1,5 milhão da madeireira japonesa Eidai do Brasil, a maior do setor em operação na Amazônia.
A denúncia será entregue segunda-feira em uma das cinco varas da Justiça Federal em Belém. Os procuradores pretendiam protocolar o documento ontem, mas os procuradores tiveram que examinar novos documentos entregues pela Polícia Federal. Um deles foi o depoimento do chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Magno Duque Bacelar.
Segundo o procurador Marco Túlio Lustosa, a duplicidade do crime de tráfico de influência do ex-superintendente ficou caraterizada quando o acusado, em conversas gravadas entre ele e um diretor da Eidai, utilizou o nome do ministro José Sarney Filho como pessoas que poderiam ‘‘fazer sumir’’ as 116 multas existentes contra a empresa.

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