Agência Estado
O auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, acusado de matar quatro pacientes no Hospital Municipal Salgado Filho, negou ter provocado as mortes durante depoimento, ontem de manhã, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Vereadores do Rio, que investiga a ‘‘máfia das funerárias’’ no município.
Segundo o presidente da comissão, vereador João Cabral (PL), Guimarães admitiu que indicava funerárias às famílias dos pacientes mortos, mas sem ganhar nada. Guimarães alegou ter confessado as mortes porque teria sido espancado pelos policiais.
O enfermeiro disse ainda que indicava a funerária Novo Mundo aos familiares dos pacientes porque ela pertence a um amigo seu. O acusado informou à comissão que conseguia descontos para as famílias junto às funerárias.
A CPI, que terá 120 dias para apresentar o relatório final, pretende ouvir também o diretor e outros funcionários do Hospital Salgado Filho, entre eles a auxiliar de serviços gerais Cátia Rodrigues Honório da Silva. Ela suspeitou do comportamento de Guimarães em seus plantões.
A comissão pretende investigar todas as agências funerárias do município para descobrir se há irregularidades como as que foram verificadas no Salgado Filho. De acordo com o que já foi apurado pela CPI, uma funerária mantinha uma sala no hospital, o que é proibido, e outras duas agiam livremente, porém sem instalações.

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