Acusado de matar policial é condenado a 21 anos de prisão
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quinta-feira, 08 de março de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Acusado de matar o policial militar aposentado Airton Gonçalves, em novembro de 2014, Jeferson Henrique dos Santos Chagas, foi condenado a 21 anos de reclusão na tarde desta quinta-feira (8), em julgamento conduzido pela juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather. A pena foi reduzida porque o juízo acatou a tese da defesa de semi-imputabilidade (redução da capacidade de compreensão ou vontade) do acusado.
A tese foi proposta pelo advogado de defesa, Peter Jurgen Kelter, ao pedir uma averiguação de sanidade mental do acusado. "O laudo da junta médica considerou que ele não tem plena capacidade de responder pelos seus atos. Isso leva à aplicação de uma redução da pena a qual foi condenado", explica.
Ainda de acordo com o advogado, a disfunção mental identificada pelos médicos seria decorrência do uso prolongado de drogas, em especial, o crack. Kelter conta que Chagas lembra-se do que ocorreu em 2014, quando o ex-policial militar foi morto, e que, apesar de assumir a autoria do crime, o depoimento dele é confuso. O condenado estava preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, para onde deve voltar após a sentença, mas a defesa deve pedir a remoção para outra unidade mais próxima da família.
O caso
Airton Gonçalves foi morto em um mercado da rua Arcindo Sardo, zona norte de Londrina, em novembro de 2014, quando fazia a segurança do estabelecimento onde trabalhava há dez anos. Ele levou um tiro na cabeça e morreu na hora.
Chagas e um menor de 17 anos, também suspeito de participar do homicídio, foram presos dias depois. Eles foram identificados em imagens feitas por ma câmera de monitoramento instalada na área externa do estabelecimento. Em seu depoimento à Polícia Civil, Chagas atribuiu a autoria do crime ao menor, mas o adolescente afirmou que foi convidado a participar de um assalto ao mercado, mas que o plano foi alterado quando chegaram no local. Na ação, utilizaram uma moto da irmã do condenado e, na fuga, utilizaram também um Ford Ka furtado.
Chagas foi acusado pelo Ministério Público dos crimes de homicídio, corrupção de menor, porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado e adulteração de sinal identificador.
(Com informações do repórter Rafael Machado)


