Acusado de matar estudante é condenado a 16 anos de prisão
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sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O réu Rubens Mendes de Queiroz foi considerado culpado pela morte do estudante Cristian Moretto e pela tentativa de homicídio contra Charles Rober da Silva, crimes estes praticados em julho de 1996, e acabou condenado por unanimidade na noite de anteontem pelo Tribunal do Juri do Fórum de Londrina a 16 anos de reclusão. A defesa ainda não decidiu se vai ou não recorrer da sentença. Aliviada, a mãe de Cristian agora disse que vai ''conviver com a saudade''.
O júri acompanhou a tese defendida pela promotora Susana Feitosa de Lacerda que acusava Rubens de ser o autor dos disparos que atingiram Cristian e Charles durante uma confusão em uma lanchonete na Vila Sian (Zona Leste de Londrina), em julho de 1996. O estudante faleceu em abril de 1997, com 19 anos, após travar uma luta pela vida por nove meses. Pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, o acusado foi condenado à pena mínima de 12 anos e recebeu mais quatro anos pela tentativa. Ao contrário do que a Folha informou ontem, Rubens não foi julgado pela tentativa de homicídio contra Edenilso Rodrigues da Silva.
Já a defesa, a cargo dos advogados Nilton Roberto da Silva Simão e Leandro Onesti Peixoto, invocou a tese de negativa de autoria com base em um laudo balístico que apontava que teria sido o irmão de Rubens, Joel Mendes Queiroz, quem estaria armado e que teria disparado contra as vítimas. Joel se matou em 2003.
Simão considerou que o júri foi influenciado pela exibição do programa ''Linha Direta'', de 2000, que abordava o crime cometido por seu cliente contra Cristian junto com o outro homicídio cometido por Rubens. Em 1998, ele matou sua esposa, Luciana Duarte Filho, e em 2002 foi condenado a 16 anos. As duas penas juntas somam 32 anos mas como Rubens já cumpriu cerca de oito anos em regime fechado ele já tem o direito à progressão da pena para o semi-aberto.
A mãe de Cristian, Nadir de Medeiros Pereira, admitiu que esperava uma pena maior mas mesmo assim disse que ''de certa forma, a Justiça foi feita''. ''Passei nove meses e cinco dias cuidando dele no hospital e depois que ele se foi a minha luta foi a da punição, da Justiça, e agora me sinto aliviada'', comentou. Nadir disse que seria a última vez que iria tocar neste assunto.
''Agora vamos conviver com a saudade. O Cristian faz muita falta para mim, o pai e para o irmão dele. Ele (Rubens) acabou com todos os sonhos do meu filho e nada vai substituí-lo, nem se ele (o acusado) tivesse recebido a pena máxima''.


