Acusado de matar crianças é suspeito de assassinar doméstica em Peruíbe
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Zuleide de Barros, especial para a AE 
Peruíbe, SP, 25 (AE) - Policiais de Peruíbe, no litoral paulista, seguirão ainda esta semana para Rio Claro, no interior
para ouvir o andarilho Laerte Patrocínio Orpinelli, acusado de matar dez crianças no Estado. O andarilho, agora, é suspeito de ter assassinado a empregada doméstica Virgínia Gonçalves, em abril de 1983, no litoral. Uma ex-patroa de Orpinelli, comerciante que não quis identificar-se, telefonou para a delegada Sueli Isler Batelochi, no domingo, informando sobre o desaparecimento de mulheres naquela cidade litorânea, no início da década de 80.
Esse foi o período em que o andarilho trabalhou como vigia e pedreiro em um condomínio do Balneário Oásis, bairro de classe média, que começava a se formar no município. De acordo com relato da comerciante, o andarilho chegou apenas com uma sacola de roupa. Ele trabalhou bem no início do contrato, mas depois transformou-se, tornando-se um homem bastante violento, principalmente depois que começou a beber. Ao ser despedido do emprego, negou-se a deixar a edícula onde morava. A comerciante recorreu à polícia, que a aconselhou a despejá-lo. O que ela fez jogando seus pertences para fora da casa.
Naquela ocasião, a mulher recorda-se que havia um pânico generalizado entre as empregadas domésticas e faxineiras do condomínio, em razão de misteriosos assassinatos. Pesquisando os registros antigos, de quase 20 anos, a polícia de Peruíbe chegou ao assassinato da empregada doméstica Virgínia Gonçalves, morta a golpes de faca em abril de 83, ainda não foi resolvido. Por isso, os policiais pretendem ouvir o andarilho.


