Acusado de formar milícias armadas é condenado
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Evandro Fadel<BR>Agência Estado 
Curitiba - A juíza federal Silvia Regina Salau Brollo, de Ponta Grossa (Campos Gerais), condenou o tenente-coronel Valdir Copetti Neves a 18 anos e 8 meses de reclusão e à perda do cargo, sob acusação, entre outros crimes, de tráfico internacional de armas e formação de quadrilha. Ele tinha sido denunciado pelo Ministério Público Federal por formar milícias armadas para proteger fazendeiros contra invasões de terra. Ele foi um dos ouvidos pela CPI do Tráfico de Armas em 2005. A decisão da juíza foi tomada no dia 16 e a sentença foi liberada ontem para consulta.
Neves e outras sete pessoas foram presas em abril de 2005 durante uma operação da Polícia Federal, chamada de Março Branco, em oposição ao Abril Vermelho, que o Movimento dos Sem-Terra (MST) tinha implantado, elegendo aquele mês para invasões de terras. No cumprimento de busca e apreensão, os policiais encontraram 16 armas de fogo e várias munições. Na época, a PF informou que escutas telefônicas indicavam que as armas vinham do Paraguai. O tenente-coronel, que tem mais de 30 anos de cargo público, foi beneficiado, posteriormente, com habeas-corpus.
Outras nove pessoas também foram condenadas no mesmo processo a penas de reclusão que vão de seis meses a dez anos e dez meses. Três acusados que estavam na reserva da Polícia Militar também foram condenados à perda dos cargos. Todos podem recorrer em liberdade.
O advogado do tenente-coronel, Cláudio Dalledone Júnior, foi procurado, mas não estava no escritório e o celular estava desligado.


