Acusado de estupro morre após ser agredido na cadeia
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Reportagem Local 
Londrina- Um jovem de 19 anos morreu na manhã de segunda-feira no Hospital Universitário de Londrina, onde estava internado havia uma semana, após ter 90% do corpo queimado por presos na cadeia pública de Loanda (102 km a oeste de Paranavaí).
Manoel Tenório de Miranda foi preso acusado do estupro de uma menina em Querência do Norte. Antes de ter o corpo queimado, ele foi espancado pelos presos. O Instituto Médico Legal (IML) de Londrina informou que o corpo do rapaz deu entrada no órgão às 9 horas de segunda-feira e foi liberado no mesmo dia.
Em Londrina, Gilberto de Souza, 31, foi preso acusado de agredir a mãe, a esposa e filha de apenas 15 dias. A ocorrência foi registrada por volta das 19 horas de segunda-feira na Rua Serra do Maracaju, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), na casa onde morava com a família. Na cadeia, apanhou dos outros detentos.
Souza negou que tenha agredido a filha, afirmando que a discussão era apenas com a esposa. Mas a Polícia Militar (PM) informou que ele usou o bebê como ''escudo'' ao perceber a presença dos policiais.
Ainda de acordo com a PM, Souza teria chegado em casa alcoolizado, jogado o bebê para cima - por sorte, a recém-nascida caiu em cima da cama - e agredido a esposa e a própria mãe. Os policiais invadiram a casa, uma vez que Souza ameaçava matar a filha.
Na carceragem do 2 º Distrito Policial, Souza foi agredido a socos por outros presos. Após ser atendido por socorristas do Siate, foi colocado numa cela de isolamento.


