O fiscal Otto Kesseli Júnior disse, em entrevista à Folha, que é inocente. ''Estão usando o meu nome em defesa de interesses escusos. Estou com a consciência tranquila. Vou abrir meu livro em que registro as exportações para a comissão de sindicância. Não há nenhuma irregularidade'', afirmou. Ele trabalha no Ibama há 41 anos, se aposentou e foi nomeado para assumir o posto do porto.

A empresa despachante Continental Comissária de Despachos, também de Paranaguá, e que, segundo a denúncia, seria a corruptora, não quis dar entrevista. Na Robco Madeiras ninguém atendeu ao telefone. A Folha não conseguiu ouvir o fiscal Diney Carvalho.

O corte, o transporte e a comercialização do mogno está proibida em todo o País desde 19 de outubro, de acordo com Instrução Normativa 17/01 do Ibama. A exportação também está proibida porque a madeira está em extinção. (E.W)

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