Acusado de abuso quer ser castrado
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quinta-feira, 16 de maio de 2002
Agência Efe 
Miami - Um homem de origem hispânica, que confessou à polícia que abusou sexualmente de seu afilhado de 11 anos, pediu a um juiz ser castrado cirurgicamente para evitar uma condenação à cadeia perpétua.
Ricardo José García, de 37 anos, ex-professor de uma escola do condado de Miami-Dade, fez a solicitação na quarta-feira, no começo de seu julgamento, por ter praticado uma felação no menor e no qual, se for declarado culpado, será condenado a passar o resto de sua vida na prisão.
Roberto Pertierra, advogado de García, disse que seu cliente prefere viver fora da prisão sem testículos, que na prisão pelo resto de sua vida com eles.
A lei de castração da Flórida, aprovada em 1997, exige que os acusados de abusos sexuais sejam castrados quimicamente e deixa a critério do juiz aplicar a medida aos que cometem esse tipo de crime pela primeira vez. De acordo com essa legislação, um juiz não pode ordenar a castração física, mas os acusados podem pedi-la.
Segundo a interpretação dos advogados de García, a lei permite evitar a prisão perpétua no caso de castração física.
Em 1999 e 2000, um juiz do condado de Okaloosa, noroeste da Flórida, reduziu as sentenças de três acusados por ataques sexuais que pediram para ser castrados cirurgicamente.
A mãe do menor disse às autoridades judiciais que estaria satisfeita se García passasse alguns anos na prisão.
A polícia de Miami-Dade deteve García em abril de 2001. Ele era um popular professor de estudos sociais na Miami Northwestern High School que não tinha antecedentes policiais.


