Na apresentação à imprensa dos detidos na operação de ontem, Edwiges Barroso, apontada como uma das lideranças da quadrilha, conversou com os jornalistas. Ela afirmou que não integra nenhum grupo responsável por agressões contra negros e homossexuais. ''Pegaram as pessoas erradas. Não fazemos parte de nenhum movimento. Nem sabemos qual é a acusação'', disse.
Edwiges admitiu ser proprietária de alguns materiais com conteúdo racista apreendidos pela polícia, mas alegou que os produtos foram adquiridos ou confeccionados há cerca de dez anos, quando ela ''simpatizava'' com teorias nazistas.
''É tudo coisa particular, nossa. Temos o direito de nos expressar. Vocês (jornalistas) não falam tanto de liberdade de expressão?''. Quando um repórter perguntou se ela não achava errado ensinar a saudação nazista ao filho pequeno, a detida respondeu secamente: ''O filho é nosso. A gente ensina pra ele o que quiser''. (F.G)

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