Curitiba - A jovem de 21 anos, acusada de aliciar crianças para o esquema de extorsão através de uma rede de exploração sexual infantil se apresentou à polícia na noite de terça-feira. L.P.C.C., que tem prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça, antecipou sua ida à Corregedoria da Polícia Civil, onde prestou depoimento por cerca de oito horas.
Segundo o advogado, José Feldhaus, familiares da jovem teriam sido procurados por um dos policiais envolvidos no esquema, propondo que ela não se entregasse e fugisse para o Paraguai. Por essa razão, ela teria se entregado, disposta a contar, em detalhes, o que cada um fazia na rede de pedofilia e extorsão.
Até agora, 14 policias civis foram presos acusados de participação, mas de acordo com a delegada corregedora Dayse Barão Dorigo, que preside o inquérito, há outros envolvidos. ''Tínhamos informações de outros policiais acusados de fazer parte do esquema, mas não havíamos conseguido identificá-los. A L., durante seu depoimento, acrescentou informações sobre outros envolvidos, além dos 14 já presos. Existem indícios da participação de 25 pessoas entre policiais e não policiais'', afirmou a delegada.
Feldhaus disse que sua cliente não nega o envolvimento com a rede. Segundo ele, L.P.C.C. trabalhava há um ano com uma agência de garotas de programa e, por sugestão de uma das pessoas presas, começou o aliciamento de adolescentes com o objetivo de extorquir os clientes, que eram, intencionalmente, flagrados pelos policiais na companhia de meninas com idade entre 10 e 12 anos.
Mesmo confessando a participação, o advogado acredita que a polícia possa pedir o relaxamento da prisão, já que L.P.C.C. está colaborando com as investigações. Ela vai responderá pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha, exploração sexual comercial infanto-juvenil e corrupção de menores.

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