Acusações e defesas ao governo Garotinho dão tom do 1º debate entre Benedita da Silva e Vladimir Palmeira13/Mar, 23:31Por Adriana FerreiraRio de Janeiro, 13 (AE) - Acusações e defesas ao governo de Anthony Garotinho (PDT) deram o tom ao primeiro dos cinco debates que serão realizados entre a vice-governadora Benedita da Silva e o ex-deputado Vladimir Palmeira. O candidato que vai disputar as eleições municipais pelo PT, em outubro, será escolhido na prévia que acontecerá no dia 26. Vladimir Palmeira recheou o seu discurso com críticas aos projetos do governo estadual. Qualificou o orçamento participativo de "farsa". "No meu governo, o povo vai votar e deliberar", prometeu. Da mesma forma, atacou o programa de bolsa-escola, se mostrando indignado com o que foi feito até o momento. "Mil bolsas é uma quantia ridícula", disse, acrescentando ainda que o governador não cumpriu o acordo que fez com o sindicato dos professores de dar um aumento para a categoria. O ex-deputado ainda acusou o governador Garotinho de isolar os secretários do PT que estão em sua equipe. "Nossos secretários são reféns de uma política que joga um partido contra o outro", observou. E terminou dizendo que, se eleito, o seu governo fará uma "oposição radical a Fernando Henrique Cardoso". Após os 20 minutos da fala do ex-deputado, Benedita da Silva fez um histórico de sua trajetória no PT. "Com a criação do PT dissemos para as comunidades que elas não seriam mais currais", declarou. Lembrou a sua candidatura em 1992 e afirmou que foi derrotada por "forças conservadoras". Fez questão de assinalar que não é candidata da corrente Articulação e sim do Partido dos Trabalhadores. "Irei ganhar esta prévia porque a porta que Deus abre, ninguém fecha", concluiu. Benedita ainda defendeu a política de alianças. "Ela nos possibilitou entrar no governo", ressaltou. "Construiremos a aliança perfeita para derrotar a direita; a não ser que vocês tenham decidido apoiar o César Maia", acrescentou no seu discurso final. Palmeira afirmou que, se eleito, pretende fazer um governo que "mude a cabeça das pessoas". "Precisamos transformar as relações sociais da cidade", ressaltou. "Não é trocando o asfalto que mudaremos a cidade, mas sim com uma cabeça, uma mentalidade e uma política novas", acrescentou.

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