Acusações contra Clóvis Carvalho são inverídicas, diz Maciel
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domingo, 02 de maio de 1999
Por Renato Andrade (enviado especial) 
Uberaba, 3 (AE) - O vice-presidente da República, Marco Maciel defendeu o ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, acusado de ter passado informações para algumas instituições financeiras sobre as mudanças na política cambial. "Não há nem houve nenhuma participação do ministro Clóvis Carvalho nessa questão", disse o vice-presidente durante a solenidade de abertura da 65a. edição da Expozebu, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Maciel insistiu que as acusações contra o ministro são "especulações sem fundamento." O vice-presidente acredita que o governo vem utilizando todos os recursos disponíveis para esclarecer as operações de socorro aos bancos Marka e FonteCindam após a mudança na política cambial. "Essas informações, a meu ver, não tem nenhum cunho de verdade", disse o vice-presidente à Agencia Estado.
Para Maciel não existe razão para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos convoque os ministros Clóvis Carvalho (Casa Civil) e Pedro Malan (Fazenda) para participar dos depoimentos. Maciel não quis discutir as acusações que pesam sobre o Banco Central, que teria solicitado à direção da Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F) que redigisse a carta que alertava sobre uma possível crise sistêmica no sistema financeiro caso a autoridade monetária não tomasse uma posição para resolver os problemas do Marka e FonteCindam. "Eu não vou descer a questões de varejo", sentenciou.
O governador de Minas, Itamar Franco, defendeu que a presidência da comissão deveria interromper os trabalhos para fazer alterações no regimento interno, face a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes. "Antes de chamar novos depoentes a Comissão deveria alterar o regimento de acordo com a Constituição", disse.


