Craniopuntura. O nome parece estar relacionado a algo complicado. Mas trata-se da velha e boa acupuntura, só que aplicada em pontos específicos do crânio. A vantagem desse procedimento é a eficácia no combate a dores e males relacionados ao sistema nervoso central, como sequelas de AVC (acidente vascular cerebral).
O AVC é conhecido popularmente como derrame, e ocorre com o rompimento ou obstrução de vasos cerebrais, impedindo que o sangue chegue a determinada área do cérebro. Isso causa falta de oxigenação no órgão, o que pode deixar várias sequelas, como paralisia total ou parcial (de um lado do corpo), e alterações visuais, da fala e de memória. Segundo informações do presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA), Ruy Tanigawa, no caso de derrame as vítimas podem recuperar fala e movimentos.
A médica acupunturista Beatriz Tamura, de Londrina, explica que a acupuntura pode ser aplicada em todo o corpo em pontos específicos, mas também leva em conta microsistemas - partes do corpo, como o crânio e a orelha, que tem pontos que representam todo o organismo.
Apesar de ter base na acupuntura, parte da milenar medicina tradicional chinesa, a craniopuntura faz parte de um conceito moderno e foi criada há cerca de 30 anos pelo especialista japonês Toshikatsu Yamamoto. ''Ele uniu a técnica japonesa e a chinesa, por isso é mais ampla'', explica.
No crânio, podem ser trabalhados diversos quadros de doenças, mas o forte, segundo a médica, são as patologias neurológicas, como o Parkinson, sequelas causados por tromboses, hemorragias ou embolias cerebrais, problemas do sistema nervoso periférico, como a paralisia facial, vertigens, distúrbios de fala, alterações dos órgãos internos e dores crônica. ''Esses são os casos em que há melhores respostas'', ressalta Beatriz.
Assim como na acupuntura, não há contra-indicação, mas é preciso primeiro um diagnóstico médico. Ela explica que a craniopuntura pode funcionar em um primeiro momento como um tratamento coadjuvante, acelerando o processo de cura, sem ser necessário retirar o medicamento que o paciente usa. ''Mas quanto mais cedo iniciar a craniopuntura, melhor'', avalia.
A aplicação nos pontos de energia pode ser feita com agulhas ou laser. ''Nos dois casos, o resultado é bom'', ressalta. O cérebro, explica, capta o estímulo elétrico e vai transmitir as informações para as regiões onde são necessárias.
No caso de tratamento de dores, Beatriz explica que o acupunturista precisa da ajuda do paciente para achar o ponto exato no crânio onde o laser ou a agulha devem ser aplicados. Com o dedo, uma caneta específica, ou mesmo com a agulha, o profissional apalpa a região do cérebro relacionada a determinada parte do corpo, uma área pequena de cerca de dois centímetros, até chegar ao local exato, onde dói mais. ''Em quadros de dor, o alívio é rápido, quase imediato, e muito bom'', afirma.


Serviço:

Informações pelo (43) 3322-7063

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