Acupuntura é recomendada contra cólicas menstruais
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sábado, 28 de julho de 2001
Agência Folha De São Paulo 
No ano passado, cerca de 50% das mulheres norte-americanas em idade fértil faltaram ao trabalho pelo menos uma vez por causa de cólica menstrual, segundo a Associação Médica Americana. Conhecida como dismenorréia (menstruação dolorosa), as dores atacam a região do baixo ventre, mas podem irradiar também para a região lombar e para as pernas. Vômito, diarréia, dores de cabeça e até desmaio podem estar associados às cólicas menstruais.
Segundo a ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo Marianne Pinotti, a dismenorréia primária pode ser provocada por múltiplos fatores, como o estreitamento do canal do colo do útero ou alergias.
O mais aceito, no entanto, é o aumento da produção da prostaglandina, uma substância natural. Ela causa insuficiência de irrigação sanguínea e produz contração do útero.
A idade é um fator que amortece esse tipo de cólica. Geralmente sentidas nas primeiras menstruações, as dores podem mudar de acordo com o equilíbrio emocional e as oscilações hormonais. Esse pode ser um dos motivos por que as adolescentes sofrem mais.
Os médicos costumam receitar, em casos de dismenorréia primária, antiinflamatórios não-hormonais, que diminuem a produção de prostaglandina. Analgésicos podem até aliviar a dor momentaneamente, mas não diminuem a produção da substância, afirma Márcia Gaspar Nunes, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A ginecologista Marianne recomenda também tratamentos alternativos, como acupuntura, só quando a paciente acredita. Para Hung Jin Pai, presidente da Sociedade Médica de Acupuntura de São Paulo, o tratamento alopático, com diuréticos, calmantes e antiinflamatórios, é apenas paliativo. Ele diz que a acupuntura estimula regiões que aumentam a quantidade de endorfina, encefalina e serotonina no corpo.
Há os efeitos analgésico, calmante, relaxante muscular, diurético e antiinflamatório. O efeito mais importante é a interrupção do círculo vicioso da dor, afirma.
O tratamento é feito semanalmente, durante três ciclos menstruais. Agulhas descartáveis ficam durante aproximadamente 20 minutos na mão, nas pernas, no baixo ventre e, em alguns casos, na cintura. A maioria das pacientes fala que a dor não volta, afirma Jin Pai.


