àculos do ano 2000 são sucesso do reveillon de Copacabana
Rio, 31 (AE) - Os óculos em forma de 2000 foram a sensação do reveillon este ano na Praia de Copacabana, zona sul do Rio. Grupos de crianças e adultos adotaram o "look" como fantasia para a festa da virada. O sucesso foi ainda maior entre os turistas, que tiveram também que pagar mais caro pelos óculos. "Cobro cerca de R$ 1,00 para os brasileiros, mas os turistas chegam a pagar R$ 5,00 por dois óculos", revelou o ambulante Christian Fernandes, de 25 anos. Ele espera ganhar R$ 300,00 apenas com as vendas do dia 31. Na véspera do reveillon, Fernandes conseguiu arrecadar R$ 190,00. "Aproveitei os preparativos da festa para ganhar um extra essa semana", disse.
O vendedor Sidicrey Custódio, de 30 anos, disse que já havia vendido cerca de 60 óculos até o início da noite de hoje. "É para completar o orçamento", disse ele. "O forte mesmo é a cerveja". Segundo Custódio, que trabalha de camelô, os principais compradores são turistas e crianças. O preço dos óculos é o mesmo em praticamente toda a orla: R$ 1,00.
As festas começaram cedo em Copacabana. O medo de ficar engarrafado no trânsito no reveillon do ano 2000 levou milhares de pessoas a adiantarem o início das já tradicionais festas nos prédios da orla. Desde o início da noite, uma multidão já se debruçava nas janelas acompanhando a festa na areia e no calçadão de Copacabana. O branco foi novamente a cor da festa, mas o amarelo e azul também conquistaram espaço no gosto da população.
O tradicional "Bloco das Piranhas", grupo de homens travestidos de mulheres, voltou a divertir o público que esteve na festa da Praia de Copacabana, numa brincadeira que deu tom carnavalesco ao espetáculo. Os cerca de 30 integrantes do bloco não poupavam nem mesmo turistas mais recatados: muitos foram agarrados sob o coro de "tu é gay, tu é gay que eu sei".
"É só zoação para brincar com os outros, fazemos isso todo ano", disse o surfista Ricardo Rodrigues, de 28 anos. Ele explicou que os grupo reúne a "galera" das ruas Figueiredo Magalhães, Siqueira Campos e Hilário de Gouveia, em Copacabana. "A gente reúne o pessoal que joga bola junto na praia para zoar todo mundo", disse Antônio Carlos Júnior, de 27 anos. "Quem é homossexual e não assume sempre se libera", afirmou. Até mesmo homens do Corpo de Bombeiros entraram na brincadeira e foram abordados pelos integrantes do bloco.





