Londrina – Apesar dos avanços nas tecnologias em saúde, as infecções hospitalares são um grande desafio no País, principalmente pela presença de superbactérias que ampliam, cada vez mais, seu poder resistência aos antibióticos. Estes, por sua vez, não são mais prioridade da indústria farmacêutica. E com a subnotificação, o cenário piora. Pela ausência de um sistema unificado de informações, cada vez mais hospitais têm procurado processos externos de avaliação a fim de melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes e sua imagem. O modelo mais difundido e utilizado no País é a "Acreditação Hospitalar", uma espécie de avaliação, realizada por equipe externa, que visa estabelecer um programa de educação continuada e de pontuação.
Conforme o presidente da Ipass, Fábio Motta, a avaliação de qualidade pelo processo da acreditação deve ter sempre o cunho voluntário, sigiloso, educativo e não fiscalizatório. "Somente dessa forma se alcançará resultados verdadeiros de qualificação. Uma vez que se transforme em obrigatório, levará naturalmente ao desenvolvimento de ações que maquiem a realidade na busca do resultado obrigatório e não de uma melhoria real. Um sistema de meritocracia urge ser instituído reconhecendo aqueles que desejem se destacar nesse cenário", comenta.
Mota acrescenta que a ação de vigilância sanitária deve ser sempre obrigatória, pois envolve questões básicas de segurança, de forma a permitir o funcionamento de todas as instituições de saúde.
Contudo, Viviane Dias, presidente da Aparcih, ressalta que uma instituição acreditada não está livre de erros, "mas com certeza tem em seu sistema a cultura de gerenciar os seus riscos de forma a identificar previamente e prevenir a ocorrência de incidentes ou eventos adversos, ou seja, eventos que possam atingir o paciente e lhe causar danos". "E se mesmo com toda a prevenção algum evento ainda ocorra, o sistema está preparado para tratar desta ocorrência de forma apropriada, identificando suas causas e desenvolvendo novas ações corretivas e preventivas, num ciclo de melhoria contínua."
As ações de Vigilância Sanitária, conforme Paulo Costa Santana, chefe do Centro de Vigilância Sanitária (Cevs) da Sesa, englobam fiscalização e vistoria, licenciamento, imposição de penalidades, trabalho educativo, coleta, processamento e divulgação das informações de interesse para a Vigilância. (M.T.)

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