Acre tem mais de 20 focos de aftosa
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quarta-feira, 14 de abril de 1999
Por Edmilson Ferreira 
Rio Branco, 15 (AE) - O Ministério da Agricultura identificou este ano mais de 20 focos de aftosa no Acre. O último foi descoberto em março entre uma boiada que seria vendida num leilão em Rio Branco. Desde então, o Departamento de Defesa Animal (DFA) proibiu a realização de leilões pecuários no Estado.
Os agentes de sanidade animal estão encontrando dificuldades em convencer os pequenos criadores a vacinar o rebanho. Alegando contenção de gastos e outros problemas, os pecuaristas preferem usar remédios caseiros que nada resolvem.
O veterinário Marcelo Farias, do DFA, afirma que a situação está controlada. Além da aftosa, a raiva está assolando os pastos na região. Numa única fazenda morreram no final do ano passado mais de 150 animais com a doença.
Para escapar às barreiras impostas pelo Instituto Internacional de Epizootias, os governos do Acre e Rondônia se uniram no combate à doença e instituiram o programa de combate e erradicação da febre aftosa. No Acre, o DFA vai investir R$2,1 milhões este ano para acabar com as doenças da pecuária e garantir a comercialização da carne bovina em Estados como o Amazonas e São Paulo.
A notícia de contaminação do gado acreano e rondoniense levou a Bolívia a criar um cordão sanitário proibindo o comércio de animais em pé ou abatidos nas fronteiras de Guajará-Mirim (RO) e Brasiléia (AC). A medida, a princípio criticada pelos pecuaristas desses Estados, foi aprovada pelos agentes do Governo.
Em visita a esses Estados, o ministro da Agricultura, Francisco Turra, ampliou até 1º de julho o prazo para os dois Estados apresentarem resultados positivos na política de erradicação da aftosa. Rondônia e Acre querem sair da faixa de risco desconhecido para risco conhecido no mapa da doença.
Se os objetivos não forem alcançados a Federação da Agricultura estima que só no Acre mais de dez mil pessoas vão ficar desempregas e os prejuízos alançaram R$80 milhões.


