Rio Branco, 15 (AE) - O Ministério da Agricultura identificou este ano mais de 20 focos de aftosa no Acre. O último foi descoberto em março numa boiada que seria vendida num leilão em Rio Branco. Desde então, o Departamento de Defesa Animal proibiu a realização de leilões pecuários no estado.
Os agentes estão encontrando dificuldades em convencer os pequenos criadores a vacinar o rebanho. Alegando contenção de gastos e outros problemas, os pecuaristas preferem usar remédios caseiros que nada resolvem. O veterinário Marcelo Farias, do DFA
afirma que a situação está controlada.
Além da aftosa, a raiva está assolando os pastos na região. Numa única fazenda morreram no final do ano passado mais de 150 animais com a doença.
Combate - Acre e Rondônia se uniram no combate à doença e instituíram o programa de combate e erradicação da febre aftosa. No Acre, o Departamento de Defesa Animal vai investir R$ 2,1 milhões este ano para acabar com as doenças da pecuária e garantir a comercialização da carne bovina em estados como o Amazonas e São Paulo.
A notícia de contaminação do gado nos dois estados levou a Bolívia a criar um cordão sanitário proibindo o comércio de animais em pé ou abatidos nas fronteiras de Guajará-Mirim (RO) e Brasiléia (AC). A medida, a princípio criticada pelos pecuaristas desses estados, foi aprovada pelos agentes do governo.

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