São Paulo- O novo fuso horário de três Estados da Amazônia entrou em vigor ontem. No Acre e em parte do Amazonas, a diferença de duas horas em relação a Brasília cai para uma. Em todo o Pará, o horário passa a ser igual ao da capital federal. A lei que altera o fuso horário brasileiro foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24 de abril deste ano. Com a mudança, em vez de quatro, o Brasil passa a ter três horários diferentes.
Segundo o assessor do governo do Acre, Toinho Alves, a população do Estado está confusa com o novo horário e a maioria é contrária à mudança. ''As pessoas não sabem exatamente o que é a mudança, alguns pensam que é uma hora a mais, outros que é uma hora a menos'', disse.
Segundo ele, há ainda uma parcela da população que entende a alteração, mas está ''bem resistente'' à novidade, ''porque ela foi feita sem ser precedida de um debate, de um esclarecimento das pessoas e porque é uma mudança muito grande no ritmo da vida dessas pessoas''.
Toinho Alves explicou que as mudanças vão afetar principalmente o povo acreano, que deve adiantar os relógios em uma hora. ''Para as pessoas que vivem em Rio Branco (capital do Acre), que está bem no limite oriental do fuso horário, a mudança vai ser grande, mas não vai ser tão grande quanto para as populações dos municípios do interior do Acre como Taumaturgo, Porto Valter, Santa Rosa, Jordão, Cruzeiro do Sul, Assis Brasil, porque eles estão bem no meio do fuso horário'', disse.
''As pessoas vão acordar, o relógio estará marcando 6h, mas ainda vai ser noite, vai ser o que corresponde às 5h. Essa mudança vai ser sofrida pelas novas gerações, mas principalmente pelas gerações mais antigas que estão acostumadas com o ritmo de vida no horário antigo, que é um horário mais natural, o sol nasce às 6h e se põe às 18h'', acrescentou o assessor.
A mudança no fuso horário exige adaptação dos hábitos da população porque os horários do atendimento bancário, da programação de TV e das provas de concursos, por exemplo, vão ficar com uma hora de diferença em relação a Brasília, no caso do Acre e do Amazonas; e na mesma hora de Brasília, para moradores do Pará.

mockup