Rio Branco, 17 (AE) - A Secretaria de Saúde do Acre e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão exigindo de turistas e negociantes bolivianos a apresentação do atestado de vacinação contra febre amarela para entrar em território brasileiro. Dois postos de triagem e imunização foram montados em Brasiléia, a 220 quilômetros de Rio Branco, na fronteira com a cidade boliviana de Cobija; e em Plácido de Castro, na divisa com o vilarejo de Montevideo.
Técnicos da Funasa temem que as autoridades bolivianas estejam omitindo informações sobre a febre amarela. "Eles simplesmente não respondem quando perguntamos sobre os números da doença", afirmou Aílton Rodrigues, coordenador, na Funasa, das operações de combate ao Aaedes aegypti, o mosquito transmissor da febre amarela e da dengue. Até o final de dezembro a Bolívia havia registrado 70 casos de febre amarela silvestre.
Vacina - O governo do Acre doou 10 mil doses de vacina contra a febre amarela para o Departamento do Pando, província boliviana cuja capital é Cobija, e a Funasa já fez duas operações de combate ao Aedes na cidade, onde uma epidemia de dengue deixou 100 doentes. O número de doentes, acredita a Funasa, pode ser muito maior porque o sistema de notificação boliviano é precário.
Itamaraty - Na Bolívia, de cada 100 casas, 37 têm focos do mosquito Aedes aegypti. Em Brasiléia, separada de Cobija apenas pelo rio Bahia, são 2 focos a cada 100 prédios residenciais ou comerciais. Como não há informações sobre a febre amarela, a Funasa e Governo acreano querem a intervenção do Itamaraty para que os técnicos brasileiros possam criar um núcleo de combate permanente aos aedes e ao haemagogos sperazin, que transmite a febre amarela silvestre.

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