Seattle, EUA, 03 (AE) - O acordo sobre aspectos comerciais dos direitos de propriedade intelectual, conhecido pela sigla em inglês TRIPs, e a extensão da moratória das tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas eram os dois principais pontos da pauta de negociações americana na área de tecnologia - além, é claro, da espinhosa questão dos produtos agrícolas transgênicos.
Mas as três discussões acabaram relegadas a segundo plano por causa das manifestações. Só na quarta-feira as reuniões entraram numa rotina, mas muito atrasadas. Mesmo assim, a expectativa era de que a moratória nas tarifas do comércio eletrônico fosse adiada pelo menos até a próxima conferência ministerial, no ano que vem. Até o meio-dia de hoje não havia ainda indicações de que os países mais pobres conseguiriam adiar o prazo que lhes foi dado para aplicar o TRIPs.
Graças a esse acordo, cuja sigla em inglês significa acordo sobre direitos de propriedade intelectual relacionados ao comércio, os países industrializados adotaram legislações de proteção à propriedade intelectual - categoria em que se incluem os direitos autorais sobre software, razão pela qual o TRIPs é considerado fundamental pela indústria de informática, particularmente a Microsoft, que tem sede na região de Seattle e chegou a organizar um seminário de um dia inteiro na terça-feira
para influenciar os membros da OMC.
A America On Line também organizou um evento, na quinta-feira, sobre o mesmo tema e com a mesma intenção. O TRIPs deu um prazo maior aos países mais pobres, até 1º de janeiro de 2000, para a aplicação do acordo. Muitos países haviam pedido um adiamento do prazo, mas até o meio-dia de hoje ainda não se sabia se o adiamento fora concedido.

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