Um acordo fechado ontem entre o ministro da Saúde, José Serra, e o presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), José Bandeira de Mello, permitirá que as embalagens de determinados medicamentos venham com um desenho holográfico (em relevo e com brilho especial), para dificultar a falsificação. ‘‘A escolha levará em conta a importância do produto, pois implica gastos elevados para a indústria’’, explica Mello.
Além disso, as embalagens poderão ter selo de segurança e numeração sequenciada - um equivalente à identificação dos chassis de carros -, que deverão constar da nota fiscal de venda ao consumidor.
Outra medida prevista no acordo é a introdução de um novo sistema fiscal de substituição tributária. ‘‘As redes de atacado e varejo pagariam os impostos antes de vender o produto’’, explica Mello. ‘‘Assim, seria evitada a compra de produtos falsos por meio de nota fria ou sem nota’’.
Para Mello, essas medidas serão colocadas em prática a médio prazo. A curto prazo, uma das propostas é a organização de um seminário, para intercâmbio de informações e ações entre a indústria, o governo, a Vigilância Sanitária e os distribuidores de medicamentos.
Aids O coordenador do Projeto Praça Onze, Mauro Schechter, responsável por pesquisas sobre aids com grupos de comportamento de risco, numa parceria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, anunciou ontem que um novo trabalho que deverá ser iniciado, até setembro, no Rio, com 200 voluntários. Trata-se da Profilaxia Pós-Exposição ou PEP. O programa consiste na distribuição dos remédios AZT e 3TC (azidotimidina e ziduvidina) a voluntários soronegativos que se exponham a relações de risco.

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