Acordo sobre preços deve ser firmado hoje
Governo e laboratórios farmacêuticos devem fechar hoje um acordo, com validade de seis meses, sobre o preço dos remédios no País. A proposta é suspender os últimos reajustes para que os preços voltem ao nível que estavam em 1º de junho. A partir daí, todos os medicamentos que estão com o mesmo preço desde setembro do ano passado seriam reajustados em 2%.
O presidente da extinta CPI dos Medicamentos, deputado Nelson Marchezan (PMDB-RS), afirmou ontem, após reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que FHC vai até as últimas consequências para evitar o preço abusivo dos remédios e reajustes injustificáveis.
O porta-voz da Presidência, Georges LamaziSre, disse mais tarde que o presidente ficou impressionado com a extensão dos abusos cometidos no setor de medicamentos e reiterou a decisão de buscar formas de coibir essas práticas.
Segundo Marchezan, o governo não descarta um congelamento provisório de preços até que fiquem estabelecidas regras mais claras em relação à política de preços de remédios no país.
Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária baixou resolução com as multas a serem aplicadas aos laboratórios que se recusarem a prestar informações à agência. (Agência Folha)





