Brasília, 29 (AE) - O governo quer prorrogar até o dia 31 de maio o acordo de redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), assinado com as montadoras de automóveis
desde que elas não aumentem os seus preços e nem demitam. A informação foi dada hoje pelo porta-voz do Planalto, Sérgio Amaral.
Ele disse que a extensão da data do acordo depende também de uma conversa com o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB). No caso de São Paulo, o ICMS foi reduzido de 12% para 9%. Com o acordo entre empresários, governo e sindicalistas os carros populares e médios tiveram seus preços reduzidos entre 8% e 12%.
Pelo acordo assinado há dois meses e meio, o IPI dos carros populares caiu de 10% para 5%. No caso dos carros médios, a redução foi de 30% e 25% para 17%. Os carros de luxo não tiveram seus preços diminuídos.
O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, que defende a prorrogação do acordo, se reuniu com o presidente Fernando Henrique Cardoso, no Palácio do Planalto, antes da solenidade de lançamento do programa de habitação para baixa renda.
Marinho pediu a Fernando Henrique que não suspendesse o benefício às montadoras. Segundo Marinho, o presidente disse que concorda com a prorrogação da redução de IPI para os carros até 31 de maio. Mas avisou que a condição era que as empresas automobilísticas não aumentassem seus preços ou demitissem empregados.
Segundo Marinho, a idéia do governo é prorrogar a medida
que termina amanhã (30), e voltar a discutir a questão no mês de maio. No decorrer do mês, então, será definido o que acontecerá a partir do dia 1º de junho.
Marinho defendeu ainda a concessão de incentivos para a renovação da frota. Ele considera essa uma forma de aumentar as vendas das empresas automobilísticas, ampliando o número de empregos no País.

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