Acordo sobre armas biológicas preocupa governo brasileiro
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quarta-feira, 25 de julho de 2001
Agência EstadoDe Genebra 
O enfraquecimento do acordo sobre armas biológicas preocupa o Brasil, revelaram à AE fontes do governo brasileiro. O temor entre os militares e estrategistas brasileiros é de que, sem um controle internacional rígido, o uso desse tipo de arma seja feito na guerra civil na Colômbia, tanto pelo governo local, pelos guerrilheiros ou mesmo pelos EUA.
Para o Brasil, qualquer uso de armas biológicas, mesmo limitado ao território colombiano, afetaria diretamente a Bacia Amazônica e, portanto, a diversidade biológica e os brasileiros da região norte.
Em Genebra, o País serviu de porta-voz de um grupo de 33 governos que apóiam o Protocolo de Verificação de Armas Biológicas. O bloco também é formado por governos europeus, como a Holanda, Áustria, Itália e Irlanda. Hoje, diante da recusa americana, o sentimento na diplomacia brasileira era de frustração.
O protocolo fortaleceria a confiança internacional de que a proibição das armas biológicas está sendo implementada, afirmou a embaixadora brasileira, Celina Assumpção Pereira, durante a reunião na ONU.
O anúncio do governo americano de não apoiar o protocolo de verificação de armas biológicas surpreendeu o diretor do Ministério da Ciência e Tecnologia, Roque Monteleone. É um espanto, reagiu Monteleone, que há dez anos acompanha as negociações para regulamentação da convenção que proibiu o uso de armas biológicas. Na opinião dele, a posição atual conflita com o fato de os EUA serem depositários da convenção, ao lado da Rússia e Inglaterra.


