Acordo põe fim à rebelião em Porto Velho
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quinta-feira, 22 de abril de 2004
Agência Estado 
Porto Velho- Um acordo no início da noite pôs fim à rebelião no presídio Urso Branco, em Porto Velho. Durante o motim, que começou no domingo, pelo menos dez presos foram mortos por rivais, dois deles decapitados e esquartejados.
Durante o dia, presos que conseguiram deixar o local contaram à polícia que mais três pessoas teriam sido assassinadas na madrugada e uma anteontem à noite. Os mais de 160 reféns, familiares e amigos, permaneceram dentro da unidade.
Pela manhã o clima era muito tenso. No final da tarde o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Clayton Nunes, deu garantias de que não haveria retaliações e que as reivindicações seriam atendidas. Então os presos iniciaram as negociações, indicando um grupo de detentos, a quem chamavam de ''massa carcerária'' para fechar o acordo.
Os rebelados queriam revisão de penas, melhores condições para os visitantes e principalmente a demissão de toda a diretoria do Urso Branco. Ainda pela manhã, os detentos decidiram que as cerca de 160 retidas desde a visita de domingo, não seriam liberadas até o desfecho das negociações. Apenas uma mulher foi libertada por ter abortado dentro do presídio.
Ontem oito presos conseguiram deixar o local do conflito e revelaram para a polícia que não havia armas de fogo, apenas armas artesanais e pedaços de pau.


