Acordo poderá reabrir portos de areia
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A reabertura dos dois portos de desembarque de areia, instalados em Santa Terezinha de Itaipu (25 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu), depende de um acordo entre as três empresas responsáveis, o Ministério Público e os órgãos de defesa ambiental. A Folha de Londrina/Folha do Paraná apurou que os portos podem ser reabertos até a próxima semana.
Os portos foram fechados há 21 dias pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) porque estão dentro da faixa de 100 metros, na margem paranaense do Lago de Itaipu, reservada a preservação ambiental permanente.
As empresas de mineração Maracaju, Floresta de Guaíra e Morumbi as duas últimas pertencentes a um mesmo grupo também foram multadas pelo Ibama, no último dia 21, em R$ 6,5 mil cada uma e responsabilizadas a recuperar a área degradada.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Luiz Francisco Marchioratto, e representantes das empresas e dos caçambeiros que fazem o transporte da areia dos portos até o mercado consumidor reuniram-se na semana passada para discutir a questão.
Conforme foi apurado pela Folha, o promotor teria se comprometido a marcar uma nova reunião ainda nesta semana, que contaria também com a participação de representantes do Ibama, Instituto Ambiental do Paraná (Iap) e Usina de Itaipu, para discutir a elaboração de um Termo de Compromisso entre todas as partes envolvidas.
Marchioratto também teria prometido aos profissionais do setor autorizar a imediata reabertura dos portos após a elaboração do documento. As discussões iniciais apontam para um acordo que prevê a retirada das instalações irregulares da faixa de preservação, dentro de um prazo a ser fixado. O promotor foi procurado pela Folha para comentar a negociação, porém, não foi possível ouvi-lo porque ele passou o dia em audiência.
Segundo o diretor-administrativo das mineradoras Floresta e Morumbi, Claudir Antonio Andreis, a empresa vai propor na reunião a retirada de toda a infra-estrutura existente no local, que inclui depósitos, barracões, casa de máquinas, moradias e escritório. Vamos defender a permanência apenas das caixas de receptação de areia, que também seriam readequadas conforme as exigências dos órgãos ambientais, disse.
Ele afirmou ainda que, neste momento, é tecnicamente impossível fazer o bombeamento do produto das embarcações até as caixas coletoras após os 100 metros da área de preservação. As caixas são fundamentais para o funcionamento. Estamos há mais de 15 anos na área, gerando empregos, recursos e impostos. Tem que existir o bom senso de ambas as partes, defendeu.Dois portos de desembarque foram fechados em Santa Terezinha de Itaipu há 21 dias por estar dentro da faixa de preservação ambiental permanente
Ney de SouzaPROPOSTAEmpresas vão propor a retirada da infra-estrutura instalada nas áreas de preservação ambiental





