Curitiba - Os Correios e o comando de greve fecharam ontem um acordo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Depois de quatro horas de negociação, mediada pela ministra Maria Cristina Peduzzi, a proposta fechada foi de um reajuste de 6,87% a partir de outubro, o que representa um aumento real de 9,9%. Os Correios também oferecerão aos trabalhadores um seguro-medicamento que dará direito à compra de remédios com desconto e ressarcimento do valor gasto com medicamentos, entre outros benefícios.
Em relação ao desconto dos dias parados, os Correios não vão descontar 15 dos 21 dias de duração da greve. A compensação dos dias que não foram descontados será feita aos sábados, domingos e feriados até maio de 2012.
A aprovação da proposta, no entanto, ainda não significa o fima da greve, pois terá que passar pelas assembleias que serão realizadas hoje por 35 sindicatos regionais de todo o País. Se a proposta for aprovada por 18 sindicatos, o movimento grevista chegará ao fim amanhã.
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), o mais provável é que os trabalhadores rejeitem a proposta na assembleia que acontece hoje em Curitiba. O sindicato contabiliza 70% de adesão ao movimento e os Correios 20%.
Os Correios fizeram um mutirão de entrega de correspondências e objetos no último fim de semana em todo o País. No Paraná, 1.182.406 objetos postais foram entregues. Dois mil funcionários que não aderiram à greve participaram do mutirão.

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