Além do casal Christine Lamont e David Spencer, há outros dois canadenses presos no Brasil. Até agora, porém, o Ministério da Justiça não sabe quantos brasileiros estão presos no Canadá e que poderiam ser beneficiados com o acordo promulgado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Não temos essa informação’’, admitiu o ministro Renan Calheiros.
A transferência de presos pode parecer uma novidade para os brasileiros, mas desde o dia 21 de maio de 1983 o governo aderiu à Convenção Internacional, assinada por outros 40 países, que sacramentou a prática. O acordo mais recente, e que servirá como modelo para o governo do Chile, foi feito com a Espanha, em 1996. ‘‘É uma oportunidade para que os presos de outros países possam conviver com seus familiares’’, diz o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori.
Se os nove estrangeiros que sequestraram Diniz (além dos dois canadenses, cinco chilenos e dois argentinos) fossem expulsos, eles obteriam a liberdade em seus países de origem, mas não poderiam retornar ao Brasil. Neste caso, também não se aplica a extradição, que só é dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando o crime é cometido pelo estrangeiro em seu próprio país. Hoje, o Brasil mantém acordo formal de transferência apenas com a Espanha, mas negocia com o Chile, Argentina, África do Sul, Inglaterra e França.

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