Brasília, 10 (AE) - O prefeito de São Paulo, Celso Pitta
informou agora há pouco, ao deixar o Ministério da Fazenda, que o acordo de renegociação das dívidas do município deve ser assinado na próxima segunda-feira (13), às 18 horas, quando haverá uma nova reunião com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Nós tratamos hoje das últimas dúvidas existentes e agora é uma questão apenas de redação". Segundo o prefeito, os débitos da prefeitura que somam R$ 9,5 bilhões serão renegociados num prazo de 30 anos com uma taxa de juros anual de 6%.
A prefeitura de São Paulo terá 30 meses para efetuar a privatização de quatro ativos (a empresa Anhembi Turismo, o Estádio do Pacaembu, o Autódromo de Interlagos e a concessão de águas e Esgoto do município) para reduzir em 20% o montante total da dívida, mantendo assim a taxa anual de correção de 6%. Segundo Celso Pitta, caso a prefeitura não consiga privatizar esses ativos em 30 meses a taxa de correção do contrato passará a ser de 9%. O prefeito explicou ainda que, simultaneamente à assinatura de renegociação dos débitos da prefeitura, o governo federal concederá aval para que a prefeitura de São Paulo feche a contratação de dois empréstimos. O primeiro junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 200 milhões, que serão investidos em obras de recuperação do centro da capital paulista, e o segundo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de aproximadamente R$ 750 milhões, para obras de melhoria no sistema de transporte da cidade.
O prefeito de São Paulo afirmou que os precatórios da prefeitura que estão em poder do Banco do Brasil serão renegociados dentro dos parâmetros definidos para o acordo de renegociação dos débitos da prefeitura paulista junto ao Ministério da Fazenda.
Garib - Pitta disse que que não acredita em desgaste político com a determinação da volta do vereador Hanna Garib para uma das administrações regionais da cidade. "Nós não podemos deixar que um servidor fique em casa recebendo do erário público". O prefeito insiste que, se os processos administrativos concluírem sobre irregularidades do trabalho do vereador frente a uma das administrações regionais da cidade, ele será afastado. Celso Pitta ressaltou que a volta de Hanna Garib é, antes de mais nada, "cumprimento de uma lei, o estatuto do servidor público".

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