Acordo México-UE inclui acerto sobre suco de laranja e vinho
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domingo, 13 de fevereiro de 2000
Por Renato Martins e Regina Cardeal 
São Paulo, 14 (AE) - Os ministros das Relações Exteriores dos países da União Européia aprovaram o acordo de livre comércio com o México, que vai reduzir tarifas incidentes sobre 95% do comércio entre as duas partes. O acordo ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e do Senado mexicano. Ele deverá ser assinado formalmente durante um encontro de cúpula em Portugal, marcado para 23 de março. De acordo com o porta-voz da Comissão Européia, Anthony Gooch, o acordo deverá entrar em vigor em 1º de julho.
A aprovação dos ministros aconteceu depois que a Itália desistiu de se opor às importações de suco de laranja concentrado, disse Goch. Pelo acordo, a União Européia vai importar 30 mil toneladas de suco de laranja concentrado por ano. Gooch disse que a Itália concordou com a quota de importação com a condição de que a Comissão Européia monitore e avalie o efeito das importações sobre o setor europeu. A França também assinalou que não aprovou os aspectos do acordo, particularmente as tarifas sobre a exportação do vinho europeu vendido por menos de US$ 5 a garrafa.
O acordo prevê a eliminação das tarifas mexicanas sobre o vinho europeu de "média qualidade" depois de 2008, enquanto a França queria o acesso livre de tarifas em 2003, início do acesso preferencial para as exportações dos EUA e do Canadá no âmbito do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). A França também desistiu da oposição e apoiou o acordo geral, disse Gooch.
O pacto, resultado de mais de um ano de negociações que foram concluídas em novembro passado, prevê que a União Européia elimine as tarifas sobre 82% dos produtos industriais mexicanos quando o acordo entrar em vigor. As tarifas sobre os 18% restantes dos produtos serão eliminadas até janeiro de 2003.
Em contrapartida, o México concordou em cortar as tarifas imediatamente sobre 47% dos produtos industriais da União Européia e sobre mais 5% dos produtos em 2003. Os restantes 48% terão uma redução gradual de tarifas até 2005 e 2007, mas a tarifa máxima de 5% deve entrar em vigor até 2003. A União Européia defendeu a redução das tarifas a 5%, do máximo de 35%, para que os produtos europeus possam efetivamente competir com produtos dos EUA e do Canadá.


