Marcos Zanatta
Um acordo entre a Ferrovia Atlântico Sul e a Prefeitura de Maringá deve acabar com a ‘‘tortura’’ dos moradores próximos à linha férrea, principalmente na área central da cidade. Com o crescimento no tráfego de veículos nos cruzamentos com a linha férrea, os maquinistas dos trens que passam durante a madrugada pelo centro acionavam o apito com insistência. A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, responsável pela fiscalização da poluição sonora, abriu negociações com a empresa ferroviária.
Todos os dias, segundo o secretário Hamilton Cardoso, entre 10 a 12 moradores denunciavam o excesso de apito dos trens. Na semana passada, a empresa e a prefeitura acertaram uma forma de minorar o problema. Entre 22 horas e 7 horas do dia seguinte, os maquinistas vão emitir apenas dois apitos curtos a cerca de 300 metros dos cruzamentos. ‘‘Tínhamos que pensar na segurança dos motoristas que atravessam a linha férrea’’, explica Cardoso. A ferrovia cruza oito avenidas de grande movimento em Maringá.
Como em todos os cruzamentos existem guaritas com vigilantes da prefeitura, foi criado um ‘‘código’’ entre os guardas e os maquinistas. Ao ouvir o silvo breve do apito, o vigilante vai baixar a cancela do cruzamento e acionar um giroflex, instalado sobre a guarita. Quando o maquinista ver que o giroflex não foi acionado, volta a apitar até o cruzamento. O sistema, apesar de simples e de custo baixo, deve acabar com o problema, inclusive de acidentes envolvendo trens e veículos.

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