Um acordo firmado ontem entre autoridades brasileiras e paraguaias resultou na liberação da Ponte da Amizade que liga o Brasil ao Paraguai. O pacto, fechado 17 dias após a onda de protestos no local, prevê uma trégua na fiscalização ''direta'' de estrangeiros que trabalham ilegalmente em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu. O alvo dos fiscais passará a ser os empresários.
O documento assinado pelo governo municipal paraguaio assegura que os estrangeiros não serão expulsos imediatamente das lojas (como aconteceu na semana passada). A autuação recairá sobre os empresários flagrados com funcionários ilegais. Embora não mencione prazos, a resolução da Câmara Municipal de Ciudad del Este deve ser mantida por um mês, abrindo prazo para os ilegais regularizarem a situação.
O acordo, anunciado às 13h20, atende parcialmente às exigências dos manifestantes, que queriam o cancelamento das demissões. Menos de dez minutos depois da assembléia relâmpago, a proposta foi dada como aceita(ver texto na página).
Desde a semana passada, cerca de 100 brasileiros sem carteira de migração foram expulsos das lojas. As expulsões ocorreram a pedido dos trabalhadores paraguaios, que reclamam do desemprego.
A solução emergencial permitiu a retomada do movimento de veículos e pedestres na região, com a passagem de dezenas de caminhões, ônibus de sacoleiros e milhares de compristas rumo à cidade paraguaia. Durante a tarde houve fila para cruzar a fronteira.
Lojistas, sacoleiros, caminhoneiros e comerciantes da Central de Abastecimento (Ceasa) tentam recuperar os prejuízos causado pelo bloqueio da Ponte da Amizade.
A liberação da fronteira evitou um possível conflito entre cerca de mil manifestantes e centenas de sacoleiros que pretendiam fazer a travessia.
Pela manhã, um grupo atirou ovos em direção ao bloqueio humano. Os manifestantes não reagiram, preferindo esperar o fim da reunião entre as autoridades de ambos os países.

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