Acordo garante genérico para diabetes
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
Viviane Mottin Agência EstadoDe São Paulo 
O laboratório alemão Merck, com filial no Rio de Janeiro (RJ), fechou acordo com duas redes de farmácias para revender o primeiro genérico para tratamento da diabetes tipo II no Brasil. As redes credenciadas são a Drogaria Pacheco, no Rio de Janeiro, e a Drogaria São Paulo, em São Paulo. O genérico é produzido à base de cloridrato de metformina, princípio ativo desenvolvido e patenteado pela Merck, que fabrica o medicamento de referência correspondente, o Glifage.
Com o lançamento do genérico, acreditamos que poderemos atingir as pessoas que não têm condições de adquirir o medicamento de referência, afirma o gerente de marketing de genéricos da Merck Brasil, Kai Wolf. As vendas de Glifage representam 1,3 milhão de unidades no valor de R$ 11 milhões, por ano, no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a produção do genérico em junho. A Biosintética, de capital 100% nacional, anunciou na semana passada que o seu genérico de cloridrato de metformina também entrará no mercado em agosto.
A Biosintética vai disputar com a Merck um mercado de 3,6 milhões de comprimidos e valor estimado de R$ 30 milhões, por ano. O preço do produto do laboratório brasileiro será 40% inferior ao de referência da Merck. O laboratório alemão não informou o preço do genérico.
A diabetes atinge 5,5 milhões de pessoas no Brasil é a quarta causa básica de morte no País, além de provocar o maior número de casos de cegueira adquirida. Os diabéticos têm o dobro do risco de desenvolver doenças coronarianas e de sofrer acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com pessoas não portadoras da doença. Outro desdobramento da diabetes é a insuficiência renal, incidência dezessete vezes maior em portadores do mal, sendo que 30% dos pacientes são obrigados a fazer diálise.


