Acordo evita nova greve de ônibus em Curitiba
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sábado, 06 de fevereiro de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Curitiba firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Urbs, que controla o setor de transporte coletivo na capital, e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), para garantir o pagamento dos salários de motoristas e cobradores e evitar nova paralisação dos trabalhos. Segundo as duas entidades, os valores foram repassados e os salários, pagos integralmente.
O TAC firmado anteontem previa o repasse de R$ 3,98 milhões do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), a título de aporte emergencial, para os consórcios de empresas de ônibus Pioneiro, Pontual e Transbus quitarem as folhas salariais no quinto dia útil do mês. O prazo para repasse era até as 13h de ontem.
Por outro lado, caso as empresas não efetuassem o pagamento dos salários, o TAC previa aplicação de multa no valor de R$ 1 mil por funcionário. O transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana tem cerca de 8 mil motoristas e cobradores.
Do valor previsto no TAC, R$ 2 milhões são adiantamentos de repasses para as concessionárias, que passarão a ser descontados a partir do dia 22 de fevereiro. A remuneração dos consórcios é feita do seguinte modo: o valor pago pelos passageiros (R$ 3,70) é depositado no FUC e a tarifa técnica, que é o valor recebido pelas empresas (R$ 3,27), é repassado dois dias depois. Porém, a partir do próximo dia 22, os repasses deixarão de ser feitos até que o adiantamento seja todo compensado.
O TAC foi firmado para evitar possível paralisação em caso de "calote" aos motoristas e cobradores, já que as concessionárias apontavam para falta de recursos para os pagamentos. Em janeiro, houve paralisação de três dias pelo mesmo motivo das onze empresas que compõem os consórcios, apenas três funcionaram 100%.
A Urbs disse, no fim da tarde de ontem, que fez o repasse conforme previsto no TAC e que não via movimentação de paralisação de motoristas. O Setransp diz que os pagamentos foram feitos e alega que a defasagem no valor da tarifa técnica torna as receitas menores que as despesas a folha de pagamento tem peso de 50% na planilha de custos que compõe a tarifa.
A FOLHA não localizou representante do Sindimoc, sindicato dos motoristas e cobradores, para confirmar se os salários foram pagos.


