Acordo deve impedir fechamento de PS
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sábado, 31 de outubro de 2009
Carolina Avansini e Silvana Leão<BR> Reportagem Local 
Londrina- Uma negociação feita durante todo o dia de ontem entre representantes da prefeitura, dos Ministérios Públicos (MPs) Estadual e Federal, das instituições de saúde e da comunidade deve impedir o fechamento dos Prontos-Socorros (PS) e UTIs pediátricas de Londrina neste final de semana. O fechamento vinha sendo cogitado diante da falta de repasse de incentivos aos plantonistas e atraso de quatro meses nos pagamentos dos atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Como solução emergencial, o município se comprometeu a viabilizar o pagamento da primeira parcela de um total de quatro até o próximo dia 9.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, lembrou que há orientação do governo federal para que não sejam usadas fontes federais para o pagamento dos incentivos atrasados, que totalizam R$ 560 mil. Segundo ele, os recursos federais são específicos para internação hospitalar. A proposta apresentada ontem prevê também a formação de uma comitiva que irá a Brasília no próximo dia 5 buscar uma solução para o problema e pleitear um aumento no valor do teto definido anteriormente. Também será constituída uma comissão paritária entre os prestadores e a Secretaria Municipal de Saúde para estudar uma reformulação do contrato vigente, informou Bedrossian.
O superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina, Fahad Haddad, chegou a pedir que o pagamento da primeira parcela fosse feito antes do dia 9, mas Bedrossian argumentou que a proposta ainda terá que passar pelo crivo de outras secretarias, como a Fazenda. Não temos recursos em caixa e nossa margem de remanejamento depende da aprovação da Câmara Municipal, argumentou o prefeito Barbosa Neto.
Segundo o presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Antônio Caetano de Paula, apesar dos repasses terem sido suspensos há quatro meses, a categoria só foi informada sobre a situação um mês atrás. Como os pagamentos que envolvem verbas públicas costumam atrasar, acreditamos que a falta de pagamento era apenas atraso, disse.
Os aproximadamente 200 especialistas que acusam a falta de repasse dos incentivos e atraso do pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) recebem do SUS R$ 5,50 por atendimento. Os incentivos somam R$ 160,00 (de sobreaviso, quando ficam à disposição para atendimento) mais R$ 60,00 pela consulta.
Segundo o promotor de Defesa da Saúde Pública e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares que participou da reunião juntamente com o procurador federal João Akira Omoto o MP entende que os contratos em vigor que autorizam o repasse de incentivos aos plantonistas a distância são legais, com aprovação do Tribunal de Contas. Entendemos que os recursos federais podem sim fazer frente a estas despesas de média e alta complexidade, afirmou.


