Islamabad, 05 (AE-ANSA) - O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, está sendo acusado pela oposição e pelos extremistas islâmicos de seu país de ter "cedido às pressões do Ocidente" ao aceitar retirar as forças mistas paquistanesas - soldados e guerrilheiros - da Caxemira indiana. As organizações extremistas islâmicas que apóiam a guerra contra a Índia pelo controle da Caxemira ameaçaram voltar-se contra o governo de Islamabad. Qazi Hussain Ahmad, líder do mais forte partido extremista do Paquistão, disse que o governo "não tem nenhuma justificativa legal ou moral para retirar os guerrilheiros das montanhas de Kargil, pois as posições conquistadas foram obtidas mediante inúmeros sacrifícios". Também a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, presidente do principal partido de oposição do país, advertiu que o Paquistão "entrará em guerra civil" no caso de retirada sem contrapartidas de Kargil - região da Caxemira onde ocorrem os combates. Os detalhes do acordo acertado ontem (04) com Sharif e o presidente dos Estados Unidos Bill Clinton não foram divulgados. No entanto, um porta-voz do governo norte-americano afirmou que os Estados Unidos esperam a "retirada das forças paquistanesas". Por outro lado, a Índia ainda não reagiu ao acordo Clinton-Sharif, afirmando que espera conhecer os detalhes do mesmo.

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