Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) se reuniram ontem com integrantes do Centro Nacional de Epidemiologia para definir as estratégias de avaliação da saúde dos 614 servidores que serão reconhecidos pelo governo de Goiás como vítimas do acidente radioativo de Goiânia, em 1987.

Na ocasião do acidente, dois sucateiros quebraram uma cápsula de césio 137 espalhando o elemento por uma área de dois quilômetros. Quatro pessoas morreram e 706 foram diretamente expostas à radiação.

Uma investigação do Ministério Público concluiu que várias pessoas que trabalharam na guarda e remoção do material radioativo começaram a apresentar problemas de saúde. ''São casos de câncer e quadros de doenças muito parecidos com os desenvolvidos por radioacidentados'', disse o promotor Marcus Ferreira Alves.

Um termo de compromisso proposto pelo MP deve ser assinado nos próximos dias pelo governo estadual, ampliando o direito a pensões de R$ 360 para 379 policiais militares, 220 operários do extinto Consórcio Rodoviário Intermunicipal, 15 bombeiros e duas funcionárias da Companhia Municipal de Limpeza Urbana.

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