Caso típico, o consultor de empresas Bruno Dolce, de 31 anos, simplesmente não sabia que roncava. Mas, incomodava, e muito, a esposa. O que ele não esperava é que também tivesse apnéia. ''Eu não sabia, quem sempre falou foi minha esposa, ela se incomodava. Mas, eu sempre acordei muito cansado'', conta.

Depois que ele se casou, há cerca de três, engordou bastante em poucos meses - ''passei de 58 quilos para 80 e poucos'', lembra. Isso, segundo o médico que consultou, causou aumento da glândula na região da garganta, que passou a dificultar a passagem do ar e a respiração. A indicação médica para seu caso, conta Dolce, foi uma cirurgia, ''que causaria muita dor e uma semana sem poder falar''. ''Isso foi no ano passado e pela minha agenda eu não teria como ficar parado tanto tempo, então adiei a cirurgia''.

Nesse período, no entanto, ficou sabendo de outro tratamento possível - o aparelho oral para apnéia obstrutiva do sono - e resolveu tentar, apesar de ''não acreditar muito''. ''Fui lá (no dentista) meio desconfiado, mas na primeira noite em que usei a placa minha esposa já disse que eu não ronquei'', conta.

Há quase três meses usando o aparelho, ele diz que dorme melhor, não tem mais cansaço ao acordar, não tem mais dores na nuca, e cancelou a cirurgia. ''Foi muito mais rápido, barato e indolor, e um alívio não ter que fazer cirurgia'', comemora. (C.P.)

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