Momento da chegada de Carli Filho no Tribunal do Júri
Momento da chegada de Carli Filho no Tribunal do Júri | Foto: Theo Marques/Framephoto/Estadão Conteúdo



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Sessão suspensa

Perito confirmou que foi contratado pela família Carli por R$ 50 mil. No retorno, Carli Filho deve ser interrogado. Em instantes, a FOLHA publica o resumo do dia do julgamento até aqui com atualizações sobre o interrogatório durante a noite. Obrigado por acompanhar a Folha de Londrina.

PROMOTORIA (19h26)

É a vez do promotor Marcelo Balzer questionar o perito. Existe a expectativa que o ex-deputado Carli Filho seja interrogado ainda nesta noite.

PERITO AFIRMA QUE CARRO NÃO TERIA DECOLADO (18h50)

O perito Ventura Raphael Martelo Filho encerra o testemunho mais longo do julgamento até aqui. Ele mostrou fotos da Criminalística da parte inferior do Passat. Ele alega que não há danos para justificar que o carro teria decolado e batido sobre o outro veículo. Na avaliação dele, o veículo teria atingido por 136 km/h no local do acidente.

PERITO CONTINUA COMO TESTEMUNHA (17h35)

Fotos noturnas da rua Ivo Zanlorenzi - local do acidente - são exibidas. De acordo com Martelo Filho, a declive no local é de 8%, sendo que o máximo permitido é de 10%. O perito afirmou que as imagens da câmeras de segurança não servem como parâmetro para medição da velocidade. De acordo com ele, as imagens são formadas por quatro quadros por segundo, quase sete vezes menos do que um celular.

Segundo o perito, a velocidade necessária para qualquer veículo decolar seria 250 km/h naquele local. Ele argumenta que a velocidade máxima do Passat conduzido por Carli Filho é de 227 km/h.

CONCENTRADO (17h16)

Carli Filho permanece sentado com o mesmo semblante, prestando atenção no relato das testemunhas

PERITO CONTRATADO PELA DEFESA (16h50)

Julgamento é retomado com o testemunho do perito Ventura Raphael Martelo Filho. "Encontramos uma série de incongruências e equívocos na perícia oficial", contesta. Na avaliação dele, existe a "percepção " que o carro de Carli Filho estava acima do limite de 60 km/h, mas é impossível dizer a velocidade com precisão. "Nesse caso, nenhum dos métodos que conhecemos seria possível de ser aplicado", argumentou.

Além disso, Martelo Filho afirma que levantamento do local foi "muito precário", sem isolamento . "Tinha muita gente no local". O perito ainda contestou a versão de que carro do ex-deputado teria decolado na pista antes de colidir com o veículo das vítimas. Sobre o velocímetro a 190 km/h, ele disse: "Com a colisão há uma aceleração muito forte em curto período de tempo. Isso pode projetar o ponteiro para qualquer lugar".

"O júri vai acabar e a vida vai continuar. Conheço mães que perderam os três filhos em acidentes. Eu vou continuar lutando", afirmou Christiane Yared
"O júri vai acabar e a vida vai continuar. Conheço mães que perderam os três filhos em acidentes. Eu vou continuar lutando", afirmou Christiane Yared | Foto: José Marcos Lopes
"Está tudo correndo dentro do esperado e devemos ter uma sentença amanhã", afirmou o advogado da família Yared, Elias Assad
"Está tudo correndo dentro do esperado e devemos ter uma sentença amanhã", afirmou o advogado da família Yared, Elias Assad | Foto: José Marcos Lopes



RECESSO (16h06)

Imagens do julgamento são liberadas durante o recesso
Imagens do julgamento são liberadas durante o recesso | Foto: José Marcos Lopes



OUTRA TESTEMUNHA (15h53)

Yuri da Cunha estava na rua Paulo Gorsky, no sentido contrário. Ele disse que não viu o acidente, mas ouviu o barulho. Segundo a testemunha, o Honda "deu uma seguradinha" no cruzamento mas "não parou". Cunha relata que não ouviu som de frenagem

TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO - MOTORISTA QUE VIU ACIDENTE (15h38)

Leandro Lopes Ribeiro dirigia atrás do Honda Fit das vítimas na rua Paulo Gorsky. "Perto da rápida, eles praticamente pararam, entraram na rápida e veio outro carro em altíssima velocidade com os quatro pneus fora da pista. Foi tão rápido que eu não vi o farol". De acordo com a testemunha, o Passat bateu atrás do Honda e foi parar na frente. Ele disse que parou o carro e chamou o Siate. "Percebi parte do crânio de uma das vítimas".

TERCEIRA TESTEMUNHA (15h06)

O porteiro do restaurante Altevir Santos disse que Carli Filho saiu do restaurante "alterado, trançando as pernas" com uma taça na mão. Um garçom pediu para ele devolver a taça e o deputado atendeu. Santos relata que Carli Filho entrou no carro do casal, mas deixou o veículo.

"Quando viu o carro dele, ele saltou do carro do casal. Nunca fiz isso de sair atrás de um cliente. Segurei ele para ele não bater a cabeça na árvore. Falei para ele ir com o casal. Infelizmente, ele não deu ouvidos fiz de tudo, senti que não era uma coisa boa"

SEGUNDA TESTEMUNHA - DEFESA (14h52)

O médico José Antônio Mangue atendeu Carli Filho na noite do acidente. O neurocirurgião lembrou que o trauma de face era "extremamente agressivo". Tomografia mostrou que o crânio estava preservado. A promotoria questionou se existia necessidade da transferência para o Hospital Albert Einstein em São Paulo. Mangue respondeu que "começou reconstrução facial no dia e depois família optou por levar para SP".

Promotoria mostrou foto de um dos mortos e perguntou se havia algum tratamento a fazer.


PRIMEIRA TESTEMUNHA - ACUSAÇÃO (14h15)


O médico cardiologista Eduardo Missel jantou com Carli Filho antes do acidente. Ele conheceu o ex-deputado durante uma consulta em 2009. Carli Filho jantava com o tio e o sobrinho e chamou o médico para sua mesa. Silva estava acompanhado da namorada. Ele relatou que o casal pediu quatro garrafas de vinho e foi embora por volta da meia-noite.

"Minha namorada tinha bebido pouco decidimos q ela ia dirigir. Na saída do restaurante conversamos para ele (Carli) deixar carro em outro estacionamento. Inicialmente, ele entrou no carro depois mudou de ideia e pegou carro dele", afirmou.

Missel disse que ficou sabendo do acidente por volta das 10h30 do dia seguinte e não soube precisar se o ex-deputado estava embriagado. Ele visitou Carli Filho no hospital e lembrou que o estava dele era grave.

ANTES DO JULGAMENTO

Manifestantes protestam na entrada do Tribunal do Júri
Manifestantes protestam na entrada do Tribunal do Júri | Foto: José Marcos Lopes



O julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho começou por volta das 14h desta terça-feira (27) no Tribunal do Júri, em Curitiba. A FOLHA acompanha o julgamento. Imagens dentro do tribunal são serão permitidas. Ele responde por duplo homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) pelas mortes de Gilmar Rafael Yared, 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, 20, na madrugada do dia 7 de maio de 2009, em Curitiba. Carli Filho, que tinha 26 anos na época, confessou que bebeu antes de dirigir.

Antes do início do julgamento, a defesa contestou que o teste de alcoolemia ainda constava no processo, sendo que o juiz já havia determinado a retirada do resultado. Após o questionamento preliminar, foi realizado o sorteio do júri. A defesa contestou três escolhidos e a acusação apenas um. Os quatros foram retirados e o júri será formado por sete mulheres e dois homens.

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