Mas os problemas dos deficientes visuais não se limitam à dificuldade de locomoção. Estudar é um outro obstáculo a ser vencido. ''Porém, possível, se o deficiente quiser'', defende o professor Bill. O estudante Emerson Martins, 20 anos, descreve as dificuldades: ''É mais difícil acompanhar o professor, o material especial para a gente demora para chegar e a comunicação entre o centro de apoio (onde os alunos cegos fazem reforço escolar no contraturno da escola) e o colégio às vezes é falho'', conta. Mesmo tendo que parar de estudar por mais de dois anos por causa de um descolamento de retina, que aos 15 anos o levou à cegueira, Emerson é otimista. ''Eu pretendo fazer uma faculdade. Estou escolhendo o curso'', conta.
A questão dos portadores de deficiência visual foi debatida ontem em Curitiba no I Encontro Municipal de Deficientes Visuais, promovido pelo vereador Paulo Salamuni (PV). Uma das razões que levou Salamuni a realizar o evento foi a exigência feita pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no concurso público para professores portadores de deficiência. Conforme o edital, depois de aprovados, eles deveriam passar por uma avaliação multiprofissional para ver se a função a ser exercidade era compatível com a deficiência. ''Mas a maioria que passou já trabalha'', reclama Bill, destacando que por esse motivo não há necessidade de serem submetidos a avaliação profissional.(A.B.)

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