O acompanhamento multidisciplinar, segundo a enfermeira e diretora de apoio técnico do Hospital do Coração, Cristina Sahão, funciona para o paciente como um reaprendizado da vida cotidiana. É assim que pacientes com sequelas graves de acidente vascular cerebral (AVC), Mal de Parkinson ou de Alzheimar, reaprendem, por exemplo, a falar, deglutir e a se movimentar. A idéia é que com isso a recuperação seja mais rápida. ''Apesar das limitações que essas doenças deixam, o paciente aprende a reaver habilidades. E a participação da família é fundamental, até para evitar novas internações'', avalia.
Além da psicologia, que faz o trabalho com a musicoterapia, há atendimento de fonoaudiologia, nutrição e fisioterapia. A fonoaudiologia, explica, é importante para reabilitação da fala e da deglutição, e o trabalho conjunto com a nutrição, para que o paciente volte a se alimentar normalmente. ''Se o paciente não se alimenta bem, fica desnutrido, o que facilita uma nova internação''.
Já a fisioterapia ajuda na recuperação desde tarefas simples como pentear o cabelo e passar um batom, como na recuperação de movimentos. Dentro desse contexto, até o espaço físico no hospital é importante. ''O banheiro, por exemplo, não fica no quarto e isso foi pensado para que o paciente possa caminhar até ele. A idéia é que cada vez mais o indivíduo seja motivado a recuperar o autocuidado''
O cardiologista André Labrunie, diretor científico do hospital, ressalta que o objetivo é ''colocar o paciente o mais próximo da vida que ele tinha'', devolvendo sua autonomia.(C.P.)

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