Um estudo do Sistema Integrado de Administração Técnico-Operacional Integral à Saúde (SIATOEF), de São Paulo, indicou que cada real investido em terapia nutricional gera R$ 4,13 de economia em receitas de internamento e medicamentos. ''A maioria dos médicos valoriza pouco a terapia nutricional e prefere indicar antibióticos caros e exames caros como ressonância magnética'', observou a especialista. Esse é, também, uma realidade apontada pelo Ibranutri: apenas 7,3% dos internados tinham acompanhamento nutricional.
Outro fator preocupante é que as complicações clínicas em pacientes desnutridos aumentam de duas a seis vezes, e o índice de mortalidade também cresce consideravelmente: de 4,6% para 10,2%, um aumento de mais de 120%. ''O paciente desnutrido fica mais vulnerável a infecções e complicações em geral'', reforçou Maria Isabel.
A terapia consiste em um acompanhamento individualizado a cada internado. Por meio de medições de peso e altura, exames clínicos e identificação de fatores de risco para a desnutrição (como perda de peso involuntária, hábitos alimentares etc.), a equipe monta cardápios personalizados para os pacientes.
Maria Isabel acredita que a inclusão da nutrição nos currículos de medicina, a ampliação do quadro de nutricionistas nos hospitais e a obediência à legislação, que obriga as instituições a formarem equipes multidisciplinares (médico, nutricionista, enfermeiro e farmacêutico), contribuíriam com a redução do índice de desnutrição no País.
''A terapia nutricional é um direito do paciente. É fundamental procurar ajuda se ele perceber que está perdendo peso. Recorrer ao médico e às equipes de terapia nutricional é uma forma de prevenção à desnutrição e cuidado com a própria saúde'', diz a especialista.(A.L.)

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