Londrina- Apesar de não terem sido registrados casos suspeitos da gripe A (H1N1) em internos de penitenciárias ou centro de socioeducação paranaenses, foram definidos ontem alguns procedimentos. Segundo o secretário de Justiça do Paraná, Jair Ramos Braga, que participou de reunião ontem em Londrina, existem hoje no Paraná 14 mil detentos, 1,8 mil nas três unidades penitenciárias de Londrina. As secretarias de Estado da Justiça e da Cidadania e da Criança e da Juventude receberam orientação da Saúde para agir conforme as exigências da Vigilância Sanitária.
  ‘‘Ações preventivas e emergenciais são fundamentais para evitar ocorrências, principalmente em locais de grande concentração de pessoas’’, explicou o diretor clínico do complexo penal do Paraná, Carlos Alberto Peixoto Baptista.
  Conforme ele, foi estabelecido rigoroso sistema de vigilância epidemiológica nas 24 unidades de privação de liberdade no Paraná, inclusive com a elaboração de uma cartilha de procedimentos. Internos com suspeita de gripe serão isolados e terão de usar máscaras enquanto passam por avaliação clínica e coleta de material para exame laboratorial. Todos os casos suspeitos serão notificados às secretarias Estadual e Municipal de Saúde.
  ‘‘Se o caso suspeito recebeu visita dois dias antes do aparecimento dos sintomas, as medidas de prevenção e controle serão estendidas à casa dos familiares’’, completou Baptista, informando que internos que já cumpriram pena também passarão por avaliação clínica antes de deixar a unidade, ‘‘para detectar sinais e sintomas compatíveis com doença respiratória aguda’’.
  Conforme a cartilha elaborada pelo Departamento Penitenciário do Paraná, será considerado caso suspeito toda pessoa que tiver febre superior a 38ºC, acompanhada de tosse ou dor de garganta, associadas ou não a dores de cabeça, ouvido, muscular e dificuldade respiratória. ‘‘Isso apenas se os sintomas estiverem vinculados ao retorno de viagem a áreas afetadas pela doença nos últimos sete dias ou contato com viajantes que estiveram em tais regiões ou mantiveram contato com um caso suspeito.’’
  Quanto às visitas, as unidades deverão manter um técnico responsável pela recepção e triagem. Os visitantes serão entrevistados e os casos suspeitos encaminhados para atendimento médico. Se a suspeita da doença recair sobre funcionários, as orientações são as mesmas para avaliação clínica e afastamento das atividades por pelo menos sete dias.
  No último boletim epidemiológico divulgado pela Saúde, anteontem, foram confirmados mais sete casos da gripe A no Estado, totalizando 51. Dos novos confirmados, cinco estão na região de Curitiba, um na região de Ponta Grossa e outro em Foz do Iguaçu. Além das ocorrências confirmadas, o Paraná possui 601 casos suspeitos e em monitoramento, que aguardam resultados dos exames laboratoriais. Outros 207 foram descartados.

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