Curitiba- Integrar ações para salvar o que resta da Floresta Araucária no Paraná e em Santa Catarina. É o objetivo de sete organizações não-governamentais que lançaram ontem na COP-8 o Programa Florar. A iniciativa busca a colaboração do governo, associações comunitárias e setor privado para livrar da extinção esse ecossistema, parte fundamental da Mata Atlântica. A floresta, que já ocupou quase metade da área do Estado, hoje não passa de 1% do território.
Segundo Fernando Veiga, coordenador do serviço ambiental do Programa de Conservação da Mata Atlântica e integrante da Ong The Nature Conservancy (TNC), o programa prevê a implantação e consolidação de unidades de conservação.
A intenção é trabalhar com comunidades que vivem próximas à Floresta Araucária, visando gerar fonte alternativa de renda ou buscar a valorização do que esses grupos produzem, com base na conservação da ecossistema. As atividades econômicas mais características desta região são a coleta de erva-mate e de plantas medicinais, produzidas embaixo das áreas da floresta.
Conforme Marques, a Floresta Araucária é parte integrante da Floresta Atlântica, que vem sendo desmatada para dar lugar à expansão agrícola, pecurária, reflorestamento com espécies não nativas. Hoje, os 7% remanescentes da Floresta Atlântica guardam um grande número de espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do planeta.

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