Ações no governo já provocaram protesto
Ações no governo já
provocaram protesto
Entre as ações já desencadeadas contra a violência no Paraná, Sofia Monsalve, da Fian, cita a campanha internacional de cartas, lançada em novembro do ano passado e que já enviou mais de 5 mil cartas de 50 países em protesto contra a ação do governo. Uma delegação significativa de países da Europa, em especial a Alemanha, segundo ela, também está interessada nos desdobramentos. Em maio, a ministra de Cooperação da Alemanha, Hadic Marie-Wieczerock-Zeoul virá ao Brasil para tratar de temas como cooperação e desenvolvimento e o assunto reforma agrária, segundo Sofia, deve entrar em pauta.
Caso o governo do Paraná não efetive ações para punir os responsáveis, a comissão alerta que, em novembro, deve ser instalado um Tribunal de Opinião Pública, em Curitiba, reunindo nomes importantes na área de defesa dos direitos humanos, para chamar a atenção da comunidade com um julgamento simbólico.
O assessor de Assuntos Fundiários do Estado, Antônio Carlos da Costa Coelho, negou ontem que o governo esteja perseguindo o MST. O governo não é contra o movimento. O que existe são mandados judiciais que devem ser cumpridos, comentou. Segundo ele, para o governo não importa com quem pode ficar a terra, mas sim que ela seja usada e produtiva. Quanto ao decreto, Coelho diz que o Ministério Público o considera inconstitucional, mas que isso não determina seu descumprimento. (M.G.)





