Todos as pessoas, carentes ou não, atendidas pelo SUS e que tenham em mãos a receita médica têm direito a receber o medicamento gratuitamente. Segundo o procurador do Ministério Público (MP) estadual, Marco Antonio Teixeira, o não cumprimento da determinação federal já levou o MP a várias ações judiciais contra o governo do Estado.
Em março deste ano, o MP conseguiu decisão favorável para o fornecimento imediato de insulina lantus a pacientes do SUS em Umuarama. O Estado teria que fornecer o produto sob pena de multa diária de R$ 100. A insulina lantus é utilizada no tratamento do diabetes e tem ação prolongada de 24 horas.
Diferentemente de outras insulinas, com ação média de 16 horas, a lantus ou glargina (princípio ativo da droga) mantém os níveis hormonais normais e constantes durante todo o dia, imitando o que acontece em um organismo sadio.
Em Ponta Grossa, a promotoria entrou com ações contra o governo do Estado para que fossem oferecidos à comunidade os medicamentos Remicade e Interferon Peguilado. O remicade é utilizado para tratamento de espondilite anquilosante (EA), uma doença reumática e degenerativa. O interferon é usado para casos de hepatite C. Também foi solicitado o fornecimento gratuito dos medicamentos como o Glivec (utilizado para tratamento de leucemia mielóide crônica) e o Ferriprox (para a talassemia major uma doença do sangue que afeta a capacidade de produção da hemoglobina).
Em Curitiba, as pessoas que não conseguem o medicamento nas farmácias dos postos de saúde municipais podem procurar a chamada Farmácia Popular que oferece medicamentos com preço abaixo do de mercado.(L.P.)

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