Pouco antes da entrevista coletiva concedida na Universidade Estadual de Londrina (UEL) pelo reitor Wilmar Marçal, o impasse gerado pelas últimas medidas administrativas repercutia na Câmara de Vereadores em um discurso longo e incisivo. O impasse entre reitoria e Hospital Universitário (HU) foi evocado pelo vereador - e médico do HU há mais de três décadas - Tercílio Turini (PPS), que se valeu da tribuna para criticar a forma com que medidas como cartão-ponto eletrônico para médicos e instalação de câmeras de vigilância internas foram adotadas, recentemente, por Marçal.
Segundo Turini, as ações teriam gerado ''um clima de insegurança, de constrangimento e de medo'' entre funcionários do hospital. Na avaliação do vereador, ''isso feriu a autonomia de um órgão que lutou por eleições diretas para definir seus gestores''.
''Se há algum problema, que abram sindicância, apurem e punam quem comete irregularidade. Mas estão generalizando: do jeito que o assunto vem sendo conduzido, parece que lá há bandidos, quando, na verdade, há heróis defendendo vidas, e sem sempre em condições ideais'', opinou, para completar: ''Foi uma luta árdua a consquista da autonomia. Creio que o reitor deveria dialogar e ouvir mais, ao invés de decidir de cima para baixo''.
Na coletiva, Marçal defendeu que as medidas atacariam supostos ''problemas de gestão administrativa'' no HU e que a solução seria ''a gestão (do HU) conjunta com a universidade''. O reitor justificou que, de 49 procedimentos à espera de sindicância, em maio passado, nenhum teria sido instaurado pela administração do hospital.

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